Imagine a seguinte cena: você derruba café no teclado do trabalho. O caos se instala. E, como num passe de mágica, sua mente começa a procurar culpados.
Mas por que é tão difícil simplesmente dizer: “Foi mal, eu errei”?
A resposta está numa palavrinha poderosa e subestimada: autocompaixão.
O que é autocompaixão (e por que ela não é autoindulgência)
Como diz a pesquisadora Kristin Neff:
“A autocompaixão proporciona a segurança necessária para admitir erros, ao invés de precisar culpar outra pessoa por eles.”
Ou seja, quando você se trata com gentileza, não precisa jogar o erro no colo do coleguinha pra proteger seu ego. Você já está seguro o suficiente pra dizer: “Ops, foi mal. Vamos resolver.”
Por que culpar os outros é um esporte nacional (e como sair desse ciclo)
Autocompaixão, por outro lado, é como aquele tênis firme que te ajuda a caminhar — mesmo que o trajeto envolva tropeços.
Como praticar autocompaixão sem virar o “zen do RH”
Você não precisa virar monge tibetano nem decorar mantras em sânscrito. Aqui vão três passos simples (e realistas):
- Reconheça o erro sem drama.Nada de “sou um fracasso”. Tente “errei nisso, e tá tudo bem aprender”.
- Fale consigo como falaria com um amigo.Você diria pra um amigo: “Você é um desastre completo”? Não, né? Então por que dizer isso pra si mesmo?
- Respire e siga em frente.O erro não define você. Ele só te dá uma chance de fazer diferente da próxima vez.

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